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Sou um antropólogo brasileiro especializado em temas educacionais. Meus trabalhos focalizam as relações existentes entre a educação escolar e outras esferas da vida social. Atualmente, desenvolvo pesquisas sobre estratégias familiares e projetos de escolarização nas camadas populares das cidades do Rio de Janeiro e Petrópolis, ambas no Brasil. A abordagem inclui reflexões sobre a educação básica e o ensino superior. O debate sobre a construção social das juventudes é privilegiado porque permite interpretações refinadas sobre as relações entre educação escolar e expectativas de futuro. Trabalho no Departamento de Fundamentos da Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro-UFRJ onde ensino antropologia e sociologia da educação, além de orientar estudantes interessados no debate entre ciências sociais e educação.

domingo, 15 de abril de 2012

Gilberto Velho morreu. Viva Gilberto Velho!

“A antropologia acaba de ter uma grande perda. Nossa, de tanto falarmos dele, parece até que eu o conhecia”.

Foi desta forma que ontem, 14 de abril de 2012, recebi a notícia da morte de Gilberto Velho. Uma mensagem de celular enviada por uma de minhas estudantes de iniciação científica. Ela está no terceiro período do curso de pedagogia da UFRJ e teve, comigo, uma disciplina de antropologia onde discutimos um dos textos clássicos do autor - “Observando o familiar” - e falamos sobre a extensa e refinada obra de Gilberto Velho.

Ouso dizer que todos os antropólogos brasileiros que tiveram, nas últimas quatro décadas, algum interesse pela antropologia urbana, leram, discutiram ou foram formados por Gilberto Velho. Trata-se de uma quase onipresença neste campo de estudos que foi, inclusive, progressivamente revigorado pelo esforço do autor na formação de especialistas. Isso sem contar com as contribuições que ele ofereceu para a internacionalização da antropologia brasileira. Dialogou com pesquisadores sobre o Brasil e outros temas, incentivou estudantes para que fossem estudar em universidades estrangeiras e recebeu os estudantes estrangeiros no Museu Nacional de Antropologia.

A comunidade antropológica do Brasil prestará muitas e devidas homenagens ao autor. Eu quis registrar esta, feita de maneira singela por uma jovem estudante que envia uma mensagem para o professor que a apresentou ao texto do Gilberto Velho e a fez pensar e sentir como se conhecesse o próprio Gilberto Velho.

O título da postagem expressa o que penso sobre este fenômeno. Gilberto velho morreu, mas está vivíssimo em todos os pesquisadores que ele formou. Ele também renasce em cada estudante de antropologia, ciências sociais, pedagogia... que lê seus textos e descobre, com certo fascínio, que é possível fazer uma boa antropologia quando se descobre que os outros podem estar muito próximos fisicamente, mas não deixam de ser outros, e bem outros.


Viva Gilberto Velho!!!


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