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Sou um antropólogo brasileiro especializado em temas educacionais. Meus trabalhos focalizam as relações existentes entre a educação escolar e outras esferas da vida social. Atualmente, desenvolvo pesquisas sobre estratégias familiares e projetos de escolarização nas camadas populares das cidades do Rio de Janeiro e Petrópolis, ambas no Brasil. A abordagem inclui reflexões sobre a educação básica e o ensino superior. O debate sobre a construção social das juventudes é privilegiado porque permite interpretações refinadas sobre as relações entre educação escolar e expectativas de futuro. Trabalho no Departamento de Fundamentos da Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro-UFRJ onde ensino antropologia e sociologia da educação, além de orientar estudantes interessados no debate entre ciências sociais e educação.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Você sabe como é, eles não estão acostumados com antropólogos!

O título da postagem é igual ao que utilizei em um artigo recém-publicado. A afirmação foi feita por uma professora que ocupava um cargo de confiança na Secretaria Municipal de Educação. Eu estava em pleno trabalho de campo para minha tese de doutorado e acabara de receber um convite para a realização de uma palestra em um curso de formação para professores da rede municipal de educação da cidade do Rio de Janeiro.

A professora estava preocupada com minha participação. Ela disse que nunca tinha trabalhado com antropólogos e estava acostumada com psicólogos e pedagogos. Lembro que o telefonema fez com que eu me sentisse como um bicho estranho e até mesmo indesejável. Logo em seguida ela disse que só estava telefonando porque se tratava de uma indicação de JP, um de meus principais informantes à época.

Nossa conversa também proporcionou outras questões. Eu era pesquisador e ela queria um palestrante, eu desejava mapear a perspectiva dos “nativos” e ela queria que eu construísse essa perspectiva. Em resumo: na ausência de uma definição mais clara sobre o que é um antropólogo, um antropólogo poderia ser qualquer coisa. O artigo está na revista Pró-Posições, da UNICAMP, disponível em http://www.scielo.br/pdf/pp/v24n2/v24n2a04.pdf e explora todos os detalhes dessa convivência repleta de sentidos que nos acostumamos a chamar de trabalho de campo.

A publicação do artigo foi possível graças ao gentil convite da antropóloga Neusa Gusmão. Ela estava organizando um dossiê sobre antropologia e educação e desejava colocar antropólogos interessados no assunto em diálogo. Além do meu artigo e da apresentação feita pela organizadora, o dossiê conta com contribuições dos antropólogos Amurabi de Oliveira (UFAL), Gilmar Rocha (UFF), Adriana Russi (UFF), Johnny Alvarez (UFF), Luís Donisete Benzi Grupioni (Instituto IEPÉ), Laura Cerletti (Facultad de Filosofía y Letras, UBA), Sandra Pereira Tosta (PUC-Minas) e Ricardo Vieira (CIID-IPLeiria e ESECS-IPLeiria, Portugal).

É muito interessante observar a composição do dossiê e perceber como temas diversos dialogam entre si. A batuta da antropóloga Neusa Gusmão foi fundamental para a criação dessa polifonia sobre antropologia e educação no Brasil.

Todos os artigos estão disponíveis no site da revista (http://mail.fae.unicamp.br/~proposicoes/edicoes/sumario70.htmle diretamente na biblioteca Scielo (http://www.scielo.br). 

Embora a afirmação que segue seja absolutamente interessada, lá vai:

Tenham uma boa leitura!



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